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sábado, 23 de julho de 2011

Crônica de uma morte anunciada


Estava almoçando num restaurante hoje (23/07) à tarde. A TV estava ligada no Jornal Hoje, apresentado, na escala de sábado, pela Poliana Abrita. Na sequência do jornal, veio o Marcos Losekann dando uma informação sobre a Noruega, quando, ainda no mesmo bloco, volta ele com uma informação de última hora: a, então, suposta morte de Amy Winehouse. Até então, apenas a SKY News (tipo nossa GloboNews, BandNews TV, mas com muito mais recursos e bem melhores) confirmava a notícia.

Dois blocos depois, volta Losekann com informações da BBC, sites, etc. Estava confirmada a morte da cantora de 27 anos, que, com sua voz grave, típicas das divas negras, conquistou muitos fãs. Mas, à medida que o número de fãs subia, a decadência chegava. Não que ela tenha sido uma artista medíocre. Ao contrário. Mas a decisão de entrar no mundo das drogas e do álcool acabou com ela.

Às 14h02, a BandNews FM entrava com plantão. A âncora Néli Pereira, que já morou em Londres, no mesmo bairro da Amy, veio com a "confirmação" oficial, direto da Scotland Yard (a polícia inglesa). A GloboNews, suponho, entrou logo na sequência da notícia do Jornal Hoje. Maria Beltrão assumiu a tarde, conversou com Tom Leão, Zeca Camargo (!), além de dar as outras notícias - não menos importantes - sobre a Noruega e a crise nos Estados Unidos.

Pois bem. Os vizinhos teriam ouvido gritos, os fãs se aglomeraram na porta... O corpo (foto ao lado) só foi retirado às 20h50, hora de Londres, a suspeita principal é de overdose, afinal, o passado dela não coopera para que a hipótese de crime seja levantada.

E é aí que vamos entrar. A questão das drogas. Quem a levou para esse mundo? "Um namorado", "um ficante", "um peguete". Seja lá como você chame, isso dá pra simplificar em outra expressão: más companhias.

Eu não sei como é o mundo das drogas por dentro. E espero nunca saber. Eu não sei como uma pessoa que sofre desse mal (ou doença) se sente. Não sei qual é a sensação de ficar brisado. Nem de ficar bêbado, se querem saber. Pode me chamar de careta, "não viveu a vida". Tudo bem, aceito. Mas tá aí um exemplo do que acontece quando a pessoa segue pelo caminho tortuoso, errado.

O que as drogas levam? A perder família, amigos, dinheiro. Não vou ficar dando sermão. Não sou uma "pessoa vivida" pra dar esse tipo de conselho. Se eu não tenho mérito para falar disso, veja o exemplo da Amy. Uma boa cantora, que tinha um bom timbre.

E agora? Cultuar Amy? A música, pode até ser. Mas as atitudes dela, não.

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