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domingo, 17 de julho de 2011

É o que tem pra hoje?

Buracos? Que droga de desculpa!
Confesso que apesar de gostar muito de futebol há certo tempo venho perdendo o encanto com a seleção brasileira. Não sei como explicar, mas parece que estão fazendo tudo para acabar com seu brilho.


Hoje neste domingo, 17, um dia que será lembrado por muito tempo, confesso que broxei, assim como acontece na vida real de muitas pessoas, ao ver nossos astros perdendo quatro/4 pênaltis. NÃO FORAM UM, FORAM 4.

Ninguém se preocupou em encher o pé e bater no meio do gol, todos queriam aprontar para cima do goleiro e acabaram decepcionando muita gente.

Fred que deveria garantir sobrevida, que tomou distancia foi querer fazer a bendita “paradinha” e isolou a bola.

Então fomos eliminados, coisa que não acreditei na hora e fui obrigado a soltar “Vai tomar no c*”.

Mano Menezes não é o grande culpado por isso, até porque hoje o Brasil jogou bem, mas a bola teimou em não entrar. Agora é bola pra frente, vamos trabalhar, vamos treinar e jogar amistosos e olhar para 2013, ano que a Copa das Confederações será realizada neste Brasil baronil.

Repito o que penso. Renovar não é rápido nem fácil. Mandar Mano embora seria tapar o sol com a peneira, basta olhar a nova safra de treinadores e jogadores que desfilam pelos gramados deste país.



O que me chamou a atenção foi o discurso da dupla Galvão Bueno e Casagrande ao final da partida. Casão disse que era hora de repensar nas atitudes que estão sendo tomadas.

“Nós somos artistas da bola”, disse o ex-jogador corinthiano, e Galvão fechou o discurso contando um caso do ex-jogador do Real Madrid, Di Stefano, que prestou homenagem a bola em sua casa.

É justamente isso que é preciso ser repensado, pois hoje formamos jogadores para a Europa. Deixamos a habilidade de lado, para pensar em força, em vigor físico, e esquecemos que o principio do nosso futebol é a habilidade que tanto encanta lá fora.

Hoje moleques de 13, 15, 17 anos não querem ser iguais a Zico, Tostão, Didi. Eles se espalham em Cristiano Ronaldo, Neymar, Robinho. Jogadores que não são nada na história do futebol e muitos menos tem a ensinar.

Todos hoje querem usar um moicano, uma chuteira rosa, e ir embora para a Europa e depois voltar para seu clube. O discurso é o mesmo entre 9 a cada 10 jogadores.

Casagrande também falou a dificuldade de se falar com um atleta, algo que não aconteceu com ele e seus jogadores, já que hoje todos tem assessores para isso e aquilo.

É preciso que dirigentes deixem de pensar somente em quanto vão ganhar formando atletas para atender a necessidade da Europa.

É preciso que o senhor Ricardo Teixeira, presidente da CBF, deixe de “cagar de montão” para nosso futebol.

É preciso voltar as nossas origens.

E a seleção brasileira? Bem é como diz aquela frase, “É o que tem pra hoje”.

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