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| Buracos? Que droga de desculpa! |
Hoje neste domingo, 17, um dia que será lembrado por muito tempo, confesso que broxei, assim como acontece na vida real de muitas pessoas, ao ver nossos astros perdendo quatro/4 pênaltis. NÃO FORAM UM, FORAM 4.
Ninguém se preocupou em encher o pé e bater no meio do gol, todos queriam aprontar para cima do goleiro e acabaram decepcionando muita gente.
Fred que deveria garantir sobrevida, que tomou distancia foi querer fazer a bendita “paradinha” e isolou a bola.
Então fomos eliminados, coisa que não acreditei na hora e fui obrigado a soltar “Vai tomar no c*”.
Mano Menezes não é o grande culpado por isso, até porque hoje o Brasil jogou bem, mas a bola teimou em não entrar. Agora é bola pra frente, vamos trabalhar, vamos treinar e jogar amistosos e olhar para 2013, ano que a Copa das Confederações será realizada neste Brasil baronil.
Repito o que penso. Renovar não é rápido nem fácil. Mandar Mano embora seria tapar o sol com a peneira, basta olhar a nova safra de treinadores e jogadores que desfilam pelos gramados deste país.
O que me chamou a atenção foi o discurso da dupla Galvão Bueno e Casagrande ao final da partida. Casão disse que era hora de repensar nas atitudes que estão sendo tomadas.
“Nós somos artistas da bola”, disse o ex-jogador corinthiano, e Galvão fechou o discurso contando um caso do ex-jogador do Real Madrid, Di Stefano, que prestou homenagem a bola em sua casa.
É justamente isso que é preciso ser repensado, pois hoje formamos jogadores para a Europa. Deixamos a habilidade de lado, para pensar em força, em vigor físico, e esquecemos que o principio do nosso futebol é a habilidade que tanto encanta lá fora.
Hoje moleques de 13, 15, 17 anos não querem ser iguais a Zico, Tostão, Didi. Eles se espalham em Cristiano Ronaldo, Neymar, Robinho. Jogadores que não são nada na história do futebol e muitos menos tem a ensinar.
Todos hoje querem usar um moicano, uma chuteira rosa, e ir embora para a Europa e depois voltar para seu clube. O discurso é o mesmo entre 9 a cada 10 jogadores.
Casagrande também falou a dificuldade de se falar com um atleta, algo que não aconteceu com ele e seus jogadores, já que hoje todos tem assessores para isso e aquilo.
É preciso que dirigentes deixem de pensar somente em quanto vão ganhar formando atletas para atender a necessidade da Europa.
É preciso que o senhor Ricardo Teixeira, presidente da CBF, deixe de “cagar de montão” para nosso futebol.
É preciso voltar as nossas origens.
E a seleção brasileira? Bem é como diz aquela frase, “É o que tem pra hoje”.

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