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domingo, 4 de setembro de 2011

(Atualizado) O valor da amizade. Como palavra e sentimento

Poucas palavras podem ter tantos significados. Amizade é uma delas.

Você pode ter um amigo de trabalho, um amigo de infância, um amigo irmão, um amigo. Mas cada um deles é diferente. O significado é totalmente diferente, para cada um deles.

Na vida, fazemos muitos amigos. Dá pra dizer, perfeitamente, que a amizade, como sentimento e palavra, já não é a mesma como era com nossos pais, avós. Estamos vivendo um período do individualismo, da competição, do "pensar só". E isso influencia, claro, nas relações com outras pessoas. Sejam amigos, namoros e outras relações. Até com filhos, se pensarmos bem.

Mas o ponto principal é: até que ponto existe a tal amizade verdadeira hoje? Até que ponto temos amigos que podemos contar 100% do tempo?

Também não dá pra dizer que podemos viver sem amigos. É praticamente impossível. (Eu achei que poderia ser assim, até que caí do cavalo. Daqui a pouco conto minha história.) Mas é preciso tomar cuidado com as pessoas com quem você escolhe fazer uma amizade.

É preciso tomar cuidado ao compartilhar suas particularidades. Uma coisa é quando você tem um amigo de infância. Esse, provavelmente, é o amigo verdadeiro que você vai ter pelo resto da vida. Dificilmente algo dá errado (mas, não se engane, pode dar!). Mas você pode ter um amigo verdadeiro na fase pós-infância, pré-adolescência. É mais díficil? É. Mas, ao enfrentar essa dificuldade, você tem a certeza que tem um amigo verdadeiro. E na vida adulta? O cuidado é ainda maior. Mas também, é mais difícil encontrar uma amizade verdadeira, mesmo superando todos os problemas. As prioridades de vida são outras, as vidas em si são outras.

Mas existem casos e casos.

Conto minha história. Eu sempre fui tímido, e ainda sou. Não tenho uma vida social digna de ter essa definição. Consequentemente, não tive amigos de infância. Mas tive, e tenho, um amigo que considero um irmão. Conheci só na sexta série. Eu na 6ª e ele na 7ª, é bom que se diga. E a amizade começou "do nada". Conversas, ICQ (!!), MSN, pessoalmente. Voltávamos juntos para casa (morávamos no mesmo bairro, em 2 ruas diferentes, mas próximas). Aí a vida nos afastou por alguns anos, até que nos reencontramos, ainda que virtualmente. Depois, um encontro real, e agora novamente encontros virtuais apenas. Mas ainda continuamos como irmãos, contando tudo. Um tipo de amizade difícil de encontrar por aí.

Essa distância me mata. Mesmo sabendo de todo o carinho e consideração, é como se faltasse algo. E eu tento procurar uma outra pessoa para "ser um outro irmão". Mas é uma missão difícil. Eu tenho bons amigos, com quem confidencio coisas, dou boas risadas.

Eu também tenho muitas amigas. Aliás, tenho facilidade maior para fazer amigas do que amigos. E isso é um problema, por incrível que pareça. Tenho dificuldade em fazer amigos homens. Até sei porque... Já disse isso antes, eu não sou uma pessoa comum (repito: não tenho vida social, não gosto de beber, não gosto de futebol, "motes" usados pra grande parte dos homens se juntar e fazer amizades [não estou generalizando, por favor]).

A amizade não é uma brincadeira. E quem pensa assim não sabe o que é ter um amigo verdadeiro, daquele que você sempre pode contar. No máximo tem colegas.

Por isso, se você tem um amigo, seja irmão, verdadeiro, aproveite. E faça a festa, Brasil.

Update: 07/09/2011 - 00h08
Falei desse meu irmão, mas não falei que há algum tempo não nos falávamos. Pois é. Ele sumiu. Assim como já aconteceu algumas vezes, mas ainda com resquícios de redes sociais. Dessa vez nem isso.

Pior: desta vez algo me diz que há algo de errado acontecendo.

Mas, agora o problema é a falta de contato total. Nem mesmo telefone, nem mesmo parentes. Isso me deixa completamente angustiado.

É a primeira vez, que eu me lembre, que eu fico tão agoniado e tão sem-chão. As frases curtas e o tempo de demora em escrever essa atualização (são 00h26 neste momento que fecho o parêntesis) demonstram como estou.

Dei um Google, mas nada. Se algo de grave realmente aconteceu, é aí que não sei como vou ficar. O único irmão, aquele que eu sempre espelhei pra achar uma outra pessoa parecida...

Meu... .... ... .. meu.

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