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domingo, 11 de setembro de 2011

Todos Escrevem quando o mundo parou...

Não precisava ser nenhum gênio, para saber que em todas as mídias o assunto do dia seria o fatídico “11 de setembro de 2001”, quando aconteceu o maior atentado da história da humanidade.

Dois aviões se chocaram contra o World Trade Center, outro sobre o Pentágono e milhares de pessoas morreram.

Então tive a brilhante ideia, ainda de ressaca, de pedir aos colegas deste blog que puxassem em suas memórias como receberam a noticia.

Teve gente que não se lembrou, mas consegui pinçar quatro lembranças, incluindo a minha.

Vamos lá então. Abaixo estão as memórias de Jonas Furlan, Danilo Reenlsober, Felipe Pereira, Thiago Amaro e Maraysa Marques - esta que foi um pouco mais a fundo na lembrança.


Jonas Furlan
“Lembro como se fosse hoje. Estava na escola, e logo de manhã eu e meus amigos comentamos que era um dia diferente, parecia que algo havia acontecido. Mas não fazíamos ideia do que era. Tivemos as duas últimas aulas vagas e por conta disso a diretora dispensou nossa sala e fomos mais cedo pra casa.

Quando cheguei em casa, entrei pela sala, onde tem uma TV, que estava ligada, e vi as duas torres pegando fogo. Perguntei pra minha mãe: "- Tá passando filme logo de manhã?", ela disse: "Não, é real.". Fiz essa pergunta, pq não era comum a maior rede de televisão do país, mudar a programação dela, que era infantil às manhãs, para um filme de ação. Mas não se tratava de um filme. Aquela imagem dos aviões entrando nas torres, vai ficar na minha memória pra sempre”.

Danilo Reenlsober
"O dia 11 desetembro de 2001 transcorria como outro qualquer. No auge dos meus 14 anos, acordei pela manhã despreocupado e com a má vontade (pertinente à toda criança) de ir para a escola na parte da tarde. Tomei meu café da manhã, arrumei meu quarto e fui assistir televisão, como fazia todos os dias. Com sorte, iria assistir algum episódio inédito dos desenhos da época.


Não foi o que eu vi.


Ao ligar a TV, me deparei comum prédio em chamas. Meu primeiro pensamento foi "A Globo passando filme à essa hora?", mas quando vi repórteres comentando o caso, me dei conta que estava assistindo à uma grande mudança no planeta. Teorias terroristas, contagem de mortos, pessoas deseperadas, tudo isso ainda estava me consumindo - como o fogo consumia o prédio - quando vi a segunda torre ser atingida. Ao vivo.


Tudo isso se acentuou quando as torres caíram.


Lembro-me que, de repente, o desenho animado de todas as manhã já não era mais importante.


Lembro-me que o assunto na aula, à tarde, não foi outro- e que alguns alunos juravam de pé junto que a Estátua da Liberdade também seria atingida.


Lembro-me que, ao chegar em casa - mais cedo, já que uma professora havia faltado - a Sônia Abrão já dizia que Nostradamus havia previsto a queda do World Trade Center.


Ele só não previu o quando esse evento iria mudar a história do mundo.


A história da humanidade.


A minha história. E a sua também."

Felipe Pereira
“O meu 11 de setembro já não tinha começado normal. Eram pouco mais de 6h40, quando, enquanto escovava os dentes para ir à escola (estava na 7ª série, acho), meu pai chega e fala que o prefeito de Campinas, o Toninho, tinha morrido. Terminei de fazer a higiene e fui correndo pra TV. O único telejornal do horário na época, o Bom Dia São Paulo (com o José Roberto Burnier apresentando), dava amplo destaque ao assassinato do prefeito, que também completou 10 anos, só que sem solução.

Passado o susto inicial, fui para a aula. Por volta das 9h50, durante a aula de História, o professor recebe uma ligação da namorada dele, falando que tinha acontecido um acidente no World Trade Center. Ele esperou mais uns 10 minutos, e encerrou a aula, antes do horário previsto. Ia de bicicleta, e fiz praticamente um sprint para chegar em casa pra ver o que tinha acontecido.

Em casa, a TV ligada num plantão do Jornal Hoje, com o Carlos Nascimento. Imagens gravadas mais cedo mostrando um dos prédios em chamas. Quando a imagem volta pro ao vivo, o segundo avião batendo na outra torre. Ao vivo. Nem preciso dizer que fiquei o dia inteiro ligado na TV (zapeava entre CNN, GloboNews e os canais abertos)”.

E aí é história e todos sabem.

Maraysa Marques
Quanto vale uma vida?

Dogmas, crenças, Verdades, até aonde você iria para defender seu ponto de vista.

Quando se fala em onze de setembro, vem em nossa mente o dia em que literalmente a terra parou.

Lembro-me da confusão no próprio telejornalismo da época ninguém sabia o que realmente estava acontecendo.

Algo inimaginável ocorria, a maior potência vendo os símbolos concretos do seu capitalismo sendo demolidos, dilacerados.

Do outro lado do mundo, pessoas comemoravam o ataque, como se seus ideias tivessem agora sendo impostos.

E por trás disto tudo vidas encerradas. Mães choravam seus filhos, filhos choravam seus pais.

E em pouco tempo ali naquele mesmo lugar aonde se comemorava haveria muito sangue, muita dor, muita morte.

Mas até aonde vai a loucura humana, querendo provar quem é o “maior” quem tem a razão e no meio disso tudo vida e sonhos.

Não importa a crença nem tão pouco o “lado” em que nos encontramos agora ou no fatídico Onze de Setembro, ocidente, oriente ou em qualquer lugar, sentimos que nossa existência não corresponde a nada.

Não importa em qual “partido” pensamos estar ou o quanto imaginamos compactuar com a pacificidade, Líderes megalomaníacos revogaram nosso livre-arbítrio.

Thiago Amaro
“Estava na oitava série, e ao sair do Mascarenhas, dois colegas comentaram o que havia acontecido, mas no primeiro momento não acreditei.

Cheguei em casa, liguei a televisão na CNN e na Bandnews, e passei o dia girando nos canais de noticias internacionais, mesmo sem entender outro idioma.

As imagens reprisadas a todo o momento, muitas informações desencontradas, porém sabia que algo pior viria.

E veio mesmo, a guerra do Afeganistão.

Ao mesmo tempo a morte do ex-prefeito de Campinas, Toninho, que aconteceu na noite anterior, foi ofuscada pelos atentados.

Hoje já se passaram 10 anos e o mundo mudou muito por causa deles. Resta saber se para melhor ou para pior”.


 E você? Lembra onde estava, o que estava fazendo no 11 de setembro?

Um comentário:

  1. Me lembro que eu estava na minha fase mais vagal... dormia até tarde, estudava a noite. Minha mãe me acordou e disse para eu ligar a TV. O primeiro avião havia se chocado com a torre 1. E foi incrível quando apareceu na torre dois, ao vivo, mais aquela coluna de fumaça. A princípio ninguém, nem os repórteres da Globo sabiam o que havia acontecido com a torre 2. Depois vieram as imagens do avião se chocando... Foi a coisa mais estupefante que eu já presenciei.
    E como sempre, para "corrigir" esse grande erro, os EUA criaram duas outras guerras que tiraram a vida de mais de 100 mil civis em 10 anos...
    A história toda lamentável.

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