Dia 08 de outubro foi a minha "reestreia" em cinemas. Um jejum de... misericórdia, VÁRIOS anos. Por tabela, essa é a minha estreia em textos sobre filmes.
Fui com o Danilo Reenlsober. Na verdade, ele que foi comigo, já que eu cheguei atrasado e quase perdi o começo do filme. Mas tudo deu certo e peguei o filme desde o começo. Aliás, fiz uma coisa que geralmente não faço: fui sem saber absolutamente nada sobre a obra. Não li nem resumo, nem resenha, nem informações básicas. Paguei mico perguntando pro Danilo se o filme era comédia, afinal, não sou fã de filmes de drama, romance, terror ou suspense (sim, sou chato pra c******).
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| Set dos ambientes da casa da família. Filme foi gravado em São Paulo, Campinas e Paulínia |
Helena e Otávio eram um casal feliz, até que ele perde o emprego no momento em que Helena quer abrir uma quitanda (ou mercadinho, como preferir). Ela, mesmo assim, decide abrir o negócio, e enfrenta algumas dificuldades, barulhos estranhos e uma umidade na parede que não se resolve com Vedacit. E passa por todo o estresse de quem é pequeno empresário que está começando no ramo.
Em alguns momentos me deu medo. Não aquele medo de pavor, mas o medo no sentido de apreensão. Você imagina algumas coisas que não acontecem. Aliás, o filme é uma sequência de situações estranhas, colocadas de forma estranha, e respondidas (ou não) de forma estranha. Outras situações são completamente fora da realidade.
Não é aquele filme que vai virar mais vendido da história, aquele que vai virar objeto de culto. É um filme de reflexão. Pura e simples. Primeiro porque é você quem faz a "continuação" da história.
E o segundo motivo é pra quem é classe média: você vê sua vida refletida naquele casal com uma filha. As situações são (senão iguais) semelhantes em algum momento da vida. E eu vi muito da minha vida refletida lá. Situações até parecidas demais. Coisas em família, alguns dramas, o nível de estresse, até falas inteiras. Quando notei isso, criei uma teoria da conspiração própria: na época da filmagem, eu morava em Paulínia ainda. Achava (óbvio que é uma brincadeira, gente) que eles tinham instalado microfones em casa.
De todas as formas, saí de lá muito - mas muito - pensativo, e refletindo algumas coisas. Por 99 minutos eu parei e me sentido como se eu estivesse assistindo a minha própria vida ali, naquela tela grande. É claro que tem diferenças: a minha família não é tão fechada, séria e "insossa" como a do filme, e eu tenho um trabalho que adoro num lugar que adoro.
Resumo: é um filme que vale a pena caso você ache que a sua vida está uma porcaria. Serve pra "parar e olhar". E pensar. E, quem sabe, mudar.

"Não é aquele filme que vai virar mais vendido da história, aquele que vai virar objeto de culto"... Esse nem é o objetivo do filme. O objetivo é mesmo questionar, e não responder. E te fazer pensar.
ResponderExcluirBom texto. =)