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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vivendo do passado

O São Paulo anunciou que o atual treinador Emerson Leão continua no cargo em 2012. Juvenal Juvêncio o presidente do clube, havia prometido um nome de peso para o cargo, não conseguiu e vai com Leão mesmo, que no Tricolor, ganhou sobrevida na carreira. Se pudesse alguém diria: É o que tem pra hoje!.

Nas redes sociais a notícia virou piada, muitos criticaram a escolha, mas poucos indicaram soluções. É possível entender JJ, já que a safra de treinadores é ruim.

Como posso afirmar isso? Simples. Sempre que um treinador cai em algum clube, os nomes lembrados são os mesmos. Luxemburgo, Felipão, Leão, Cuca, Celso Roth, Parreira  e outros.

Alguns vivem de conquistas do passado e ainda assim conseguem se manter no mercado de trabalho, mesmo com salários astronômicos.

O próprio Leão viveu seu último bom momento em 2005. Felipão em 2004 com Portugal. Parreira já se aposentou e ao menor sinal de crise no Corinthians é lembrado.

Há bons nomes em ascensão? Sim, porém poucos. Jorginho do Figueirense, Jorginho da Portuguesa, Gilson Kleina da Ponte Preta, Adilson Batista atualmente desempregado, Silas no Catar e Dorival Junior do Inter, este último o que mais se destaca.

Em um país onde existem mais de 15 clubes grandes, 15 clubes médios, você ter cinco ou seis nomes é muito pouco. Seria ótimo se Federações, trabalhasse junto aos clubes desenvolvendo cursos, workshop’s, seminários e intercâmbio com outros paises para o aprimoramento de novos profissionais. O primeiro passo seria acabar com o ego de treinadores e dirigentes. O segundo e principal passo é o mais complicado. Para isso acontecer seria preciso um choque de gestão nos atuais comandantes do futebol brasileiro, o que vai demorar para acontecer.

O futebol assim como todo este planeta, está em constante evolução. Não é possível que o presente sempre olhe para o passado, quando deveria estar olhando para o futuro.

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