
Existem momentos na nossa vida, que tudo parece singelamente pensado, feito sob medida para nossa felicidade.
Mas a maior parte da nossa existência, não se parece em nada com isto. Há momentos que são verdadeiras penalidades, tudo se perde, a falta de sentido se torna cada vez mais evidente, o cotidiano se repete, a vida insiste em passar e parece seguir um roteiro feito de mesmice sem sabor, sem sentido.
E então nos afastamos de todos, as risadas se tornam menos constantes, a tristeza se torna companhia e a queixa uma prece diária.
As questões será que há alguém maior olhando por mim? Será que ainda existirá vida após tanta dor? Não nos deixam.
Independente de religião, eu acredito em algo maior. E também acredito que ele se manifesta nas sutilezas do dia-a-dia.
O recomeço às vezes é um dos nossos maiores dilemas, deixar de lado as roupas usadas tomar coragem para se despir e sair em busca do novo não é fácil. Mais duro ainda são as incertezas, a derrota parece evidente, o medo nos faz companhia.
A vida é uma sinfonia constante em prol do bem, quando um acorde sai do prumo, quando uma só nota não é tocada todas as outras perdem o sentido.
Quando nos negamos para contemplar com a sociedade ou na tentativa de agradar gregos e troianos. Esquecemo-nos de agradar uma pessoa muito importante: Nós mesmos.
E com isso a vida se torna uma rotina chata.
Quantas vezes nos impedimos de cantar aquela canção por ser “brega” ou de frequentar aquele lugar que gostamos porque ninguém mais gosta de lá. Às vezes deixamos de expor nossa opinião por medo de "não sermos aceitos".
Viver tentando agradar não é uma tarefa fácil nos esquecemos do que realmente nos importa e deixamos o script da nossa vida em mãos alheias.
Assumir-nos, e ser nós mesmos sem pedir licença, somente proclamando nosso amor próprio não é uma ação assim tão fácil quanto parece.
Lembrei-me da época de criança, quando me sentava em um banco alto, o meu pé não alcançava o chão, não sei quanto a você mais eu sentia um frio na barriga, medo de cair e ao mesmo tempo eu adorava a sensação de “estar nas alturas”.
E é assim quando me assumo, o medo e a descoberta lado a lado. Mas garanto que a descoberta vale mais que qualquer medo, afinal o medo paralisa, o medo é irreal.
Quando nos assumimos, quando nos tornamos capazes de fazer por conta própria por que é o que realmente queremos, sem "eu deveria" em nossas mentes, sem esperar aprovações.
Nesse momento nos sentimos donos de nós mesmos, libertos, fortes e capazes, nossa alma agora é capaz de dançar. A sensação o gosto e o prazer de nos assumir, não se compara, não se vende e nem "se deixa pra lá".
Experimente ser você mesmo!
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