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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Falta tudo!

Em campo só felicidade - Fábio Motta/AE
O futebol feminino vira e mexe é notícia nos principais veículos, causa comoção no público e só. Falta apoio, falta estrutura, falta tudo. Mas mesmo com todas dificuldades, sempre que ligamos a televisão assistimos as “meninas do Brasil”, lutando por títulos.

E sempre depois de algum vice – síndrome que precisa acabar – são feitas promessas e mais promessas. E lá vai a gente ver os governantes e dirigentes recebendo as atletas, para logo em seguida tudo ser esquecido, como dizem os poetas são “palavras ao vento”.
O descaso com o futebol feminino continua nos clubes. Projetos que não duram mais que uma temporada, ou que sem ajuda de prefeituras não sobrevivem, por mais vitorioso que seja. Vide o exemplo do Santos, que esta semana acabou com o projeto “Sereias da Vila”, devido ao alto custo e a falta de auxilio dos governos. Segundo valores divulgados pela mídia o custo para manutenção do time era aproximadamente 2 milhões de reais por ano, uma “mixaria” se comparado ao custo do futebol masculino, mesmo ele dando alto retorno para os cofres do clube.

Resumidamente o futebol feminino no Brasil é isso. Então o que fazer para mudar este cenário?
Fora dos campos, só pedindo ajuda divina

Primeiro é preciso criar um calendário, depois fortalecer os clubes e universidades, através de incentivos fiscais incentivar a criação e manutenção de times femininos, desde as categorias de base até o profissional. Para tornar o estádio mais atrativo para as mulheres, sugiro que os jogos femininos aconteçam antes ou depois dos jogos masculinos. O torcedor que chega momentos antes da partida teria um atrativo maior para chegar antes e então gastaria mais dento do estádio, aumentando a receita dos clubes. E os jogos poderiam ser exibidos por emissoras menores, gerando maior mídia para patrocinadores e clubes. 

Outro grande passo seria a mudança das regras. Diminuir do campo e das traves, o tempo de jogo, uniforme mais "sexy´s" - assim como aconteceu no basquete e em outros esportes.

Nos anos 90, isso era algo comum. Quem se lembra da categoria “Aspirantes”? Caso não, procurem no Google.

Essa receita para ter sucesso depende e muito da boa vontade dos dirigentes brasileiros.

Nos Estados Unidos o futebol feminino é sucesso em todos os sentidos. O resultado é visto nas principais competições.

Caso nada mude, o filme que já cansamos de ver, será reprisado por muito tempo.

Um comentário:

  1. Concordo com quase tudo, em especial com a ideia dos jogos antes do masculino como era feito com os aspirantes. Só discordo dos uniformes mais sexy's, pois com a quantidade de mulher feia que tem no futebol feminino, isso iria é afugentar os torcedores...kkkkkk

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