Páginas

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Metas, planos, sonhos...

Todo começo de ano sempre a mesma coisa, promessas, esperança de melhora, novos sonhos. E assim um novo ano se inicia, mas no primeiro dia útil a rotina recomeça e pouco tempo se tem para concretizar os planos. E um feliz ano novo sem mudanças se torna apenas a continuação de tudo que se passou.

Encontrei um texto em que fomentava um método simples para atingir os seus planos em 2012, segundo este primeiro se escreve todas as metas que se quer atingir e seleciona as mais relevantes, depois basta traçar meios para se alcançar estas. O método é simples, talvez eficaz, porém ao faze-lo encontrei imensa dificuldade em definir "o ponto final" aonde realmente quero chegar, principalmente se tratando de carreira.

O mundo me permite vastas opções, onde o sucesso e o fracasso andam lado a lado um meio fácil de obter esta definição talvez seja optando pelo que me satisfaz.

Existem vários textos, cursos e palestras sobre como desenvolver a carreira, como se tornar um profissional capaz, ágil, disputado e milhares de outras coisas parecidas. No entanto não se encontra o mesmo tipo de material disponível para desenvolvimento "humano", pois em meu campo de visão não há profissional sem um humano bem resolvido por trás. Não adianta falar três idiomas, ter cursos de especializações, ser PHD se na primeira tormenta for desperto um humano incapaz emocionalmente. Pensando desta forma, voltei de novo as metas, mas agora procurando saber o que realmente a pessoa que há em mim, não o profissional, quer e suportaria. Sim, suportaria.

Não adianta almejar cargos onde se esgotaria o meu ser. Por exemplo, há empresas e cargos que exigiriam conviver com atos não muito "corretos" no dia-a-dia e então será que o ser que há em mim suportaria isto? Bom, daí denota-se também a questão salário, todos nós sem exceção queremos ganhar bem e é claro que qualquer trabalho que paga bem exige muito.
Correto, porém algo exige muito do profissional, exige em dobro do pessoal.
E é o humano que vai tomar as decisões mais sérias, que vai conseguir dormir tarde, acordar cedo, não se esquecer da família, sorrir nos momentos mais tensos e fazer brilhar o profissional.

Portanto antes de se pensar no destino profissional se faz necessário conhecer, desenvolver e aprender quem realmente somos.


Assim como as organizações temos nossos valores, metas, visão e porque não missão. E para que o profissional floresça e destaque-se é necessário que o pessoal não se traia e principalmente não se negue. 

Entenda que o humano e o profissional fazem parte de um mesmo ser e não há dissociação entre eles, o que há são momentos em que um ou outro deve se destacar.

Desta forma planos, traços, metas se tornariam mais sólidos, acertados e coerentes.
E afinal se amanhã tudo der errado, viro hippie!

Nenhum comentário:

Postar um comentário