O mundo é cruel, ainda mais quando vivemos em um mundo que o dinheiro compra quase tudo. Se o mundo é cruel, o esporte também há de ser.
Na Formula 1 onde o dinheiro compra tudo, ainda mais com a crise econômica que assombra o mundo, ser piloto apenas com talento está cada vez mais difícil, principalmente quando você não tem dinheiro.
E neste mundo cruel vimos nascer Ayrton Senna, um dos grandes ídolos deste país – que hoje se encontram em falta.
E neste mesmo mundo cruel assistimos Ayrton Senna partir, naquela trágica manhã de 1 de maio de 1994.
E neste ainda mais cruel mundo, nasceu Rubens Barrichello, que tentou chamar para si a responsabilidade de substituir Senna, tarefa árdua, que Rubens não conseguiu cumprir.
E em 2012 com o mundo ainda mais cruel, assistimos Rubens ser aposentado da F1, “universo” que habitou nos últimos 19 anos.
E agora estamos assistindo Bruno Senna, o piloto-sobrinho de Senna, ganhar sobrevida na Formula 1, depois de pilotar a carroça da Hispania e disputar algumas provas pela Lótus/Renault.
Barrichello talvez o herói mais injustiçado do Brasil, onde sempre foi motivo de chacota, enquanto na Europa é tratado como rei, deve buscar a felicidade em outro lugar, pois a vida permitirá isso. Já disse isso e reafirmo. Que vá correr de Stock Car, Le Mans, Indy ou até mesmo ajudar na reconstrução do automobilismo brasileiro, algo que Felipe Massa vem tentando com a Formulas Linea e Future. E se o Brasil não o quer, que viva onde bem entender.
Bruno Senna chega “apadrinhado” pelos reais de Eike Batista e terá todo “carinho” da Rede Globo, que espero não querer empurrar o fardo que Barrichello e Massa não conseguiram carregar em cima do piloto-sobrinho, mas que também tentará de todas as formas transformá-lo no novo herói da nação.
Bruno foi confirmado como piloto da Williams, na tarde desta terça-feira, 17. A equipe busca se reinventar, visto que nos últimos anos, está em queda livre na F1 e ao seu lado terá o venezuelano Pastor Maldonado. Nenhuns dos dois possuem o perfil de Barrichello, considerado dentro das pistas como ótimo acertador de carros.
Se o mundo já foi cruel com Ayrton Senna, Barrichello e outros pilotos, não deixará de ser com Bruno Senna. Cabe a ele, escrever sua história.


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