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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

E o povo?

Qualquer trabalhador tem direito de lutar por melhorias em sua vida. Isso vale para todos. A luta pode acontecer de diferente maneiras. Pode ser no diálogo, pode ser na pressão e pode ser através de greves, um direito do cidadão.

Mas greve só deve acontecer em último caso, pois não é somente o trabalhador que estará sendo prejudicado, ainda mais nos casos de órgãos públicos e cito como exemplo, a greve dos policias da Bahia.

Na Bahia acontece a greve da Policia Militar. O número de homicídios, furto, saques e assaltos explodiram. A Assembléia Legislativa foi invadida o Exercito e a Força Nacional de Segurança foram enviadas para garantirem a segurança no estado. O governador não aceitou a greve e não negociou. O desfecho só aconteceu está semana, depois que o Jornal Nacional da Rede Globo, exibiu as gravações das conversas entre o líder da greve e deputados do Rio de Janeiro e São Paulo. Os vídeos estão aqui e aqui. Assim sendo a Assembléia foi desocupada e a greve perdeu força na Bahia.

Terminou na Bahia, começou no Rio. O governo garante que tudo está tranqüilo, a população desconfiada não acredita. Quem perde? O povo, claro.

Não que o policial não mereça ser bem remunerado. Não só deve ser como necessita de outros benefícios, para que não seja corrompido por misérias que lhe são oferecidas no cotidiano. Mas greve as vésperas do carnaval não é aceitável. E digo isso não é porque sou apaixonado pela festa, mas pelo povo que batalha por 362 dias e espera por 4 de alegre. Pelo povo que vai trabalhar e garantir sua renda. Pelo turista que vai gastar no Rio ou em qualquer lugar e assim gerar trabalho. O carnaval é parte da cultura brasileira e não pode ser prejudicado por sindicalistas que só olham para o próprio umbigo.

Se querem aumento de salários, que negociem até o fim com os governos, que pressionem os deputados e senadores pela aprovação da PEC 300.

Lutar por seus direitos é legal, só não pode prejudicar o povo, quem mais precisa de polícia.

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