Estes estavam distribuindo folhetos, onde constavam os seguintes dizeres: “Liberta Que Sera Tamem-Liberdade de Expressão Já”.
Bom, foi quando percebi que o manifesto não era por causa da cena política, perguntei a um dos participantes do que se tratava e ele me disse que era a marcha Pró-maconha.
Antes de tudo, quero dizer que cada um tem direito de optar por aquilo que mais o convém. E que nessas linhas não estou tomando partido apenas querendo entender pra onde estamos indo.
Assistimos por oito anos, uma gestão turbulenta de escândalos de desvios de dinheiro público, estamos vendo atualmente, mais um escândalo com as “figurinhas” de sempre.
Nosso país sempre apresentou e continua apresentando alto grau de desigualdade social.
Sabemos muito bem que tudo isso é resultado de má gestão pública e porque não, também da complacência por parte da população brasileira.
O meu dissabor ao ver aqueles jovens lutando por uma causa “individualista” é porque sim, temos muitos problemas “coletivos” e não vejo ninguém lutando ou esbravejando seu descontentamento.
Uso o termo individualista, porque no caso do “pró-maconha” creio eu que se trata de uma causa individualista, afinal estão defendendo o seu “ponto-de-vista” e os benefícios serão apenas para o indivíduo em questão.
Daí, podem argumentar que estão defendendo o direito de todos, pois se algum dia qualquer cidadão optar pelo uso, o direito esta garantido.
Bom, para mim o meu direito neste quesito já esta mais que garantido, ou vamos nos enganar. Sabemos que não há dificuldade alguma em adquirir e consumir. E que se encontra este produto em qualquer esquina deste país.

Portanto, acho que não se trata de liberdade de expressão, e principalmente que o dístico em latim, "Liberta Que Sera Tamem", não vem a calhar com o proposto. Afinal, nos remete a Inconfidência Mineira que almejava separar á então Capitania das Minas Gerais da Coroa Portuguesa, em oposição à cobrança de impostos feita por esta.
Outra coisa que me espanta, é grandes figurões da política nacional em defesa da “causa”. Pois, quando o Brasil é atordoado por notícias de mensalões, licitações fraudulentas, enriquecimento ilícito e tantos outros escândalos, dificilmente vemos os mesmos figurões dando a cara à tapa.
E volto a bater na tecla do bem coletivo, porque se continuarmos a enxergar apenas o nosso umbigo, jamais desfrutaremos de algo que realmente nos beneficie.
E assim como encontramos a cada esquina este produto, também encontramos problemas que afetam a todos. Pois assim como, a fome, a miséria e a falta de oportunidades afetam a classe baixa.
O medo e a insegurança são fatores que afetam todos. E assim como a falta de transporte público afeta quem depende deste, os congestionamentos afetam a todos.
Mas neste país tem que se pensar até no local onde os meios de transporte públicos passarão. Afinal em alguns lugares não se aceitam pessoas “diferenciadas”.
O nosso sistema governamental se intitula "Democracia", mas às vezes, não sei por qual razão, tenho a impressão que vivemos sob o "Coronelismo". E vejo um povo sem voz, e pior que do que ser sem voz é ser sem causa, sem vontade de lutar por um bem que pertence a todos.
Talvez, nossa pátria já não seja assim, tão amada, tão idolatrada. Mas quando vier a Copa 2014, gritaremos: - Salve! Salve! Brasil.
E por falar em pátria, naquela mesma praça onde estava ocorrendo o manifesto havia uma criança vendendo panos de pratos bordados. Mas infelizmente, nenhuns dos flashs dos jornalistas foram pra ela, porque trabalho infantil é muito comum pra ser capa de jornal.
O fenômeno Maraysa vem voando baixo no blog. Eu apostei bem... #soubom
ResponderExcluirParabéns! Ótimo texto!
ResponderExcluirObrigada pelo estímulo, pessoal! Abç!!!
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