Às vezes fecho os olhos e posso ver um filme passando, começa com a criança cheia de sonhos e ilusões, depois a adolescente e suas expectativas e por fim a jovem que se sente um pouco perdida com tanta realidade.
Tento me lembrar de quais eram meus planos, para onde estou indo e principalmente se o caminho atual me faz feliz.
Sempre que penso, lembro-me de uma frase, que agora não recordo o autor, que diz: “Tudo tem começo e meio, o fim só existe pra quem não percebe o recomeço”.
Sou recém-formada em administração, mas ainda penso realmente para onde quero ir.
Acho que esse estigma que a sociedade criou de escolhas que não podem ser mudadas não caiem muito bem em mim.
Não acho que não posso mudar agora e que já é muito tarde, isso pra mim é comodismo.
Tenho percebido que o que impede realmente as mudanças são os rótulos. Quando você diz que “jamais usaria isso ou falaria aquilo”, porque é “assim ou assado” e que jamais mudará.
Quantas vezes eu já vi alguém desistir ou eu mesma o fiz antes de tentar, porque dizemos que não vai dar certo, porque nos conhecemos o suficiente.
Será que realmente não nos conhecemos, ou pegamos alguns rótulos e os usamos por comodismo. Afinal, quebrar paradigmas requer um grande esforço.
Eu falo por mim mesma quantas vezes deixei de fazer algo simplesmente porque me rotulei. Quantas vezes desisti antes mesmo de tentar por medo do que os outros falariam.
Mas os momentos em que nos sentimos mais plenos e seguros é quando tentamos, ousamos, rompemos com o óbvio.
Mesmo que estivermos totalmente errados, mesmo que tudo que planejamos saia totalmente ao contrário. Somos humanos, erramos. Querer acertar sempre seria vaidade assoberbada.
E falo sobre isso em outros âmbitos também, por exemplo, no amor.
Quantos amigos e amigas minhas eu vejo traindo seus respectivos parceiros ou desfazendo de quem está do seu lado. Tudo porque não tem coragem de arriscar, de tentar de novo, de começar do zero.
Esses subestimam o real significado do amor. Esquecem-se que antes de tudo é necessário amar a si próprio e principalmente se respeitar.
Outros amigos, por incrível que pareçam ainda ficam com quem agrada mais a família e deixam pra lá o que realmente sentem. Afinal, é melhor agradar a sociedade.
O que eles se esquecem é que ninguém consegue enganar a si mesmo. E um dia se traem e talvez já seja tarde demais para “cair na realidade”.Outros preferem a solidão a chegar pra aquela pessoa e dizer: “Ei, eu te amo!”.
Mesmo que a resposta seja um sonoro não. O tentar vale a pena.
Afinal, a vida continua amanhã e a certeza é sempre melhor que a dúvida. E sempre haverá um recomeço.
Na vida profissional a mesma coisa, hoje as maiores fortunas advém de pessoas que tiveram a capacidade de ousar.
Às vezes, nos impedimos de tentar porque olhamos limitado. Quantas vezes dizemos isso é impossível para mim, afinal já estou velho ou meu currículo não se enquadra, está defasado. Ou pior nos perguntamos “quem sou eu, para me misturar com pessoas tão cultas”.
Pois é, talvez seja essa a melhor das perguntas. Quem somos nós? Nós somos aquilo que queremos e estaremos aonde nos colocarmos. Não adianta o mundo acreditar em você se você mesmo não o faz.
Talvez, você ache isso metafórico demais. Mas falo baseada em experiências próprias, minhas vitórias pessoais surgiram quando acreditei em mim mesma.
Por isso, temos que ousar e tentar. Cair é necessário pra se levantar, pra aprender onde estão os tropeços.
Não julguemos nossos projetos, sonhos e idéias pequenos ou irrelevantes. Afinal, estes podem ser o pontapé, inicial pra grandes descobertas.
E por fim, as melhores vitórias não são quando todos nos aplaudem e sim quando olhamos pra nós mesmo e dizemos: “Fiz tudo o que realmente quis, nem por um segundo deixei o medo e os rótulos me deterem, cai algumas vezes, mas cai de pé. Estou aonde mereço estar e sei que o único responsável pelo meu fracasso ou vitória sou eu mesmo.“

Mara,
ResponderExcluirparabéns pelo texto. Te conheço faz um bom tempo, e agora descobri o seu lado escritora.
Vc está indo muito bem...
bjão..
Muito bom mesmo!!
ResponderExcluirGostei da parte sobre quebrar paradigmas...
Parabéns!
É Castor esse meu lado estava "dormindo", sempre gostei de escrever, mas por um bom tempo não o fazia mais e agora deu vontade de escrever novamente.Obrigada, pelo apoio!!!
ResponderExcluirAbdala, que bom que gostou do texto, obrigada!