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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Um ambiente. Comum. De todos.

O tema a seguir é ligeiramente espinhoso. Passei por situações aqui descritas, mas não vou dar nomes, nem locais, nem horários, nem datas. É um desabafo? Sim. E, favor, interprete como quiser.

Por anos fiquei num lugar que era só eu. Literalmente. Raramente apareciam outras pessoas. Então ficava eu, lá, sozinho, fazendo o que tinha que fazer. Isso deu uma certa liberdade. Podia fazer algumas coisas, algumas ações que, eventualmente, só tomaria em casa.

Muito bem. Comecei a compartilhar espaço com 6, 10, até um recorde de 20 numa mesma 'sala'. A coisa já muda. Tudo bem que a rotina era suficientemente corrida, e não me dava tempo pra pensar nisso, mas algumas ações que tomava no outro lugar eram totalmente descabidas. Tempos depois, a convivência diária com o mesmo grupo. Todo dia.

Não quero me gabar (aliás, beeeem longe disso). Nunca tive problemas em me adaptar com ambientes com muitas/poucas/nenhuma pessoas. Afinal, sou uma pessoa que tem um planejamento de carreira bem longo para destruir com atitudes pequenas, mesquinhas e egoístas. Mas o problema não sou eu. E sim, os outros.

Começamos com o compartilhamento de espaços públicos? Uff. É claro, é óbvio, é 'permitido' que pessoas "tenham emergências", façam concessões, mas transformar isso num hábito? Pior: quando se tem alguém que está diretamente ligado a este espaço? (Ligado, leia-se, no espaço físico). O espaço público, já diz, é algo que é de uso de todos. Por mais que haja uma pessoa que cuide, se outra vier e estragar tudo, é esta a marca que fica. É necessária parcimônia, um pouco de tato, de jogo de cintura.

Agora, a gente sem noção. Literalmente. Pessoas que devem ter colocado o simancol para lavar, o deixou guardado no armário, coisas assim. Uma pessoa mais velha, que deveria ser mais sensata, ter atitudes de uma criança de 10 anos. Num ambiente comum. É verdade, eu não sou a pessoa mais séria, sensata e coerente do mundo. Ao contrário, bem ao contrário. Mas eu me comporto. Faço brincadeiras quando há espaço. E existem horas pra isso. Por mais que haja intimidade com os colegas (percebeu a contradição?), é preciso respeitar. Se todos já estão integrados numa mesma convivência, há bastante tempo, vá lá. Mas e quando não?

Dá pra dizer que eu sou a pessoa mais experiente do mundo? NÃO. Falta muito, muito mesmo. Toda uma vida, por assim dizer. Mas já frequentei ambientes liberais, semi-liberais, pressionados e ditaduras. E todos têm suas qualidades e defeitos. Todos mesmo.

A vida nos ensina lições. Os empregos também. Só resta saber como absorver a parte que é necessária. Não a que interessa, pura e simplesmente. Assim, quem sabe, possamos ser profissionais melhores ali pra frente.

(Crédito da imagem: Grupo Ser Integral/Google)

Um comentário:

  1. Felipe,
    Curti muito o texto cara... se aplica a alguns problemas que encontrei por aqui...
    Eu sou um cara um tanto quanto individualista, gosto de ter meu espaço e gosto mais ainda que respeitem isso.

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