Quantas vezes ouvi ou proferi o questionamento, “Será que vou ficar sozinha?”.
A ânsia por um relacionamento se tornou uma necessidade dissociável de sentimentos.

E é aonde se encontra o grande problema das relações atuais.
Claro que, o amor nos faz ficar abobalhados, achar graça em tudo e ver o mundo com mais cores.
Mas para isso temos que estar prontos, livres de bem com nós mesmos.
Ninguém surge na sua vida e desse momento em diante você nunca mais se sentirá pra baixo ou não existirão mais contratempos.
Não é assim que funciona, o amor antes de tudo tem que partir de nós mesmos.
E dentro desse enredo, há os términos. Ás vezes, uma relação termina sem que uma das partes concorde.
Então, Sofremos, choramos e nos recusamos a aceitar o não. Mas, daí chegar ao extremo de tentar desistir da vida, não.
Se essa historia foi tão bonita, fez tanto sentido, isso vai nos dar forças para continuar.
Eis, um grande problema no “amar” atual, achar que o outro nos pertence.
Amar é bem mais forte e mais terno que possuir, amar é deixar viver.
Pense no amor de sua mãe por você. Você poderá dizer, mas são tipos de amor totalmente diferentes. Sim concordo, são diferentes em suas demonstrações, porém em suas essências são iguais.
São puros e simples, é amor.
E levando esse amor em consideração, você sabe que mesmo não concordando com nossos atos, o que nossas mães mais querem é nos ver felizes.
E é assim que deveria ser a relação entre um homem e uma mulher querendo ver o outro feliz.
Nesse contexto, vem o dia-a-dia e os joguinhos. Quantas vezes queremos demonstrar mais carinho, mais respeito, porém pensamos “Não posso fazer isso e deixar meu parceiro (a) acreditar que estou em suas mãos”.
Desta forma, perdemos a chance de fazer o dia-a-dia mais prazeroso, por medo de demonstrar, porque nossas amigas, mães, tias dizem que “O homem não pode saber dos verdadeiros sentimentos de uma mulher, pois se souber irá fazê-la sofrer” ou no caso dos homens que os amigos, pais, irmãos dizem que “um homem jamais pode deixar uma mulher saber que ele a ama, senão irá controlá-lo”.
A questão é, “você realmente gosta, ama quem esta do seu lado?”. Se a resposta for sim e por causa do padrão imposto, das opiniões alheias, você deixa de demonstrar isso.
Os únicos que perdem é sua relação e você.
Outro fato bem comum em algumas “relações amorosas” atuais é que elas não provêm do amor e sim do comodismo.
Ao meu redor convivo com várias “falsas relações” de pessoas que se conheceram se apaixonaram, ficaram por um tempo juntas e agora a paixão passou o amor não surgiu, mas estas continuam juntas pelos simples fato do comodismo, pela fobia de ficar só.
Sempre ouvimos destas pessoas que se terminarem essa relação irão ficar sozinhas, que já tentaram isso por algum tempo e não conseguiram outra pessoa por isso continuam nessa relação.Bom, aonde esta o amor em si mesmo, eles também não sabem. O pior disso é que algumas pessoas que hoje se encontram “sozinhas” também estão predestinadas a cometer esse mesmo erro quando encontrar alguém.
Porque a fobia de ficar só é maior que tudo. Sim, fobia.
O medo da solidão se tornou uma fobia, basta olhar em volta para constatar.
O mais engraçado disso tudo é que nascemos e morremos sozinhos, claro que a vida é feita para compartilhar é feita para amar, entretanto não há qualquer preço, não de qualquer forma.
O amor é um sentimento e sentimentos surgem não se criam, não existem fórmulas prontas para isso.
A geração Y se sente tão contemporânea que esquece de que os melhores sabores se encontram na sutileza da simplicidade.
E com isso se complica até o ato mais simples que é o amar. E esse se perde, se confunde no meio da afobação humana.
Por isso se você nunca amou, calma.
Comece agora a amar a peça chave e fundamental de todas as relações que teve, tem e terá: Você.
Amando a si próprio se conhecendo e acima de tudo se respeitando, você terá condições necessárias para poder reconhecer o amor quando ele bater a sua porta, abrirá os braços e se entregará de corpo e alma.

E irá vivê-lo intensamente e conseguirá ter forças suficientes pra se reerguer caso algum entrave da vida o levar.
Para acreditarmos que o amor existe e que um dia este nos encontrará, basta retomarmos consciência de que existe um ser grandioso, que sozinho nos criou e provou de diversas formas que nos ama, portanto estamos fadados ao amor.
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