Vivemos em dias que nada mais é permitido. É melhor proibir do que investigar, regular, prender e por assim vai.
Hoje se você diz que não gosta de homossexuais, é chamado de homofóbico. Se você chama alguém de preto é racista.
Estrangeiros não podem fazer piada deste Brasil, aonde tudo é perfeito. Os estrangeiros não podem rir da gente, mas a gente pode rir deles.
Olhando para o passado o humor era muito, mais muito mais sujo que o atual e não havia problemas. Hoje na época do politicamente correto nada mais é permitido.
Vejam o caso “Rafinha Bastos” que da internet pulou para a televisão e já coleciona diversos processos.
Ao lado do “dono da verdade” e “senhor da razão” Marcelo Tas e de Marco Luque, forma o trio que comanda/comandou o programa Custe o Que Custar (CQC). Isso toda segunda-feira na Band. Por lá vestindo um terno preto faz piadas de todos os gostos e atira sem direção.
Na terça-feira junto com o rapper Thaide, Debora Villalba e Sophia Reis, apresenta o programa A Liga, onde se mostra uma pessoa sensível e vive na pele os problemas que todos brasileiros enfrentam no cotidiano.
E no resto da semana acredito que se apresenta por aí com seu show de stand-up comedy.
Bem todos sabem que ele foi afastado após dizer que “Comeria ela e o bebê”. O problema foi para quem ele disse isso. O alvo da frase foi Wanessa Camargo, filha do cantor sertanejo Zezé de Camargo e esposa do empresário Marcus Buaiz e sócio do ex-jogador Ronaldo.
Se tivesse disparado essa piada para a Maria da periferia de São Paulo, ou para Joana do Maranhão, nada teria acontecido, porém toda nossa sociedade politicamente correta o condenou.
A Band que é uma emissora particular, que visa lucros, por pressão de seus patrocinadores afastou o cara.
É claro que ele contribui para tudo, pedindo para que a colunista da Folha de São Paulo, Monica Bergamo, fizesse sexo oral nele e depois com o pedido de demissão. Assim dia após dia a polemica não se encerra.
Em seguida durante seu show, onde eu entendo que ele pode falar o que bem entender, fez piadas sobre a Nextel, dizendo que o serviço era usado por traficantes e prostitutas e por isso a empresa chamou o ator Fabio Assunção. E novamente a polêmica voltou à tona.
E sabem o que acho disso tudo? Uma tremenda babaquice. Deixem Rafinha e suas piadas
por aí. Se não gostam é simples. Mudem de canal, ou coloquem no mudo quanto ele falar.
Se ele faz uma piada em seu show e daí? Quem foi até lá saberia o que iriam ouvir e também sabiam que não era poesia.
O maior mal do brasileiro é não rir de si mesmo. Fazer piada sobre negros em uma rodinha de amigos pode. Na televisão não pode.
Temos coisas mais importantes para nos preocuparmos. Temos que parar com essa mania de agirmos corretamente nas ruas e esquecer de agir assim em casa.
Ricos riem de pobres, já pobres não riem dos ricos.
Rir de uma piada é fácil, difícil é rir de si mesmo.

Concordo plenamente com vc Thiago
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