Ninguém morre sozinho, sempre alguém parte junto. A morte mesmo
dolorosa e lenta, não deixa ninguém morrer sozinho.
A morte é ágil, letal e silenciosa. Quando vemos, uma vida
já se foi, uma vida a menos, uma vida que choramos sua perda.
Há várias maneiras de morrer. Alguns gostam de morrer aos
poucos, optando pela solidão, optando por deixar de viver, optando por achar
que cometer exageros é um absurdo ou optam por viver apenas com uma pessoa, se
esquecendo que o mundo é bom ou em alguma religião buscam o isolamento.
Assim muitas pessoas próximas vão morrendo, às vezes sem
notar, mas a morte está lá em corpos que habitam está terra.
Viver não é crime, viver é gozar a vida! Para alguns isso é
um absurdo, absurdo que só aumenta aos passar dos dias, absurdo que deixa de
existir conforme a convivência. Absurdo quando mesmo uma pessoa tenta lhe
trazer benefícios, a morte insiste na calunia.
Alguns escolhem viver ao máximo, sem ligar para as
conseqüências, mesmo que está conseqüência seja a morte. Alguns mesmo não
escolhendo morrem.
Morrer é a única coisa que não podemos evitar, e espero que
o homem nunca consiga modificar isso, afinal, essa é a ordem da vida: nascer,
crescer, viver, envelhecer e morrer.
Enquanto estivermos na terra, devemos viver cada fase de
nossa vida de forma única, jamais querer envelhecer antes do tempo, cortar
excessos, não errar, não pecar pela gula, não ver o amanhecer, não parar de
dançar até a banda deixar o palco.
Viver é errar, é amar, é curtir, é viajar, é
envelhecer no seu devido tempo. Viver é bom demais, só não vê quem não quer.
Como já dizia o menino da vila, Gustavo Momisso: “O tempo envelhece meu corpo
e rejuvenesce minha alma”. Que seja assim, antes que seja tarde.

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