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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Netflix: Até onde vai sua força?

A Netflix lançou essa semana um vídeo em sua página no Facebook que rapidamente viralizou. Em busca de um “Tagger” – profissional que verá vídeos e séries e irá classificá-los para a empresa – no Brasil. O vídeo pede que os interessados se inscrevam. Claro, que se tornar funcionário da Netflix não será uma tarefa fácil, pois são muitas exigências e a principal é: falar inglês fluentemente. O que já afasta milhares de interessados.

Além de explodir nas redes sociais – até está sexta-feira, 10, às 9h47 o vídeo já fora compartilhado 490 vezes, recebeu 2559 curtidas e visto por quase 50 mil pessoas – a vaga também recebeu enorme destaque na imprensa tendo destaque do pequeno ao grande portal de comunicação.

A grande pergunte é: A Netflix tomará o lugar da televisão? Faço tal pergunta, pois participo de um grupo no Facebook de assinantes do site que contém cerca de 24 mil pessoas e em um tópico notei que muitas pessoas não veem mais televisão e nem assinam outro serviço. Com apenas R$ 16,90 elas assistem a filmes e séries.

Óbvio que as emissoras não assistem a tudo isso inertes. A Globo já lançou seu portal via assinatura, existe o Telecine ON Demand e também a HBO ON. Sem contar os programas piratas como o Popcorn.

A Netflix também buscará unificar seu conteúdo evitando que programas piratas que alteram o IP do usuário seja alterado e ele consiga ver conteúdos de outros países. Para isso ele quer que as empresas donas dos direitos das produções cedam. Seu argumento é: Quem assina Netflix está disposto a pagar pelo seu filme/série. Quem baixa pela internet, não. Então foquem seus esforços lá.

Eu, diria que é um ótimo argumento. Aliás, toda a comunicação da Netflix é ótima. Um grande case. Vai direito ao usuário sem rodeios e consegue fisga-lo tornando um cliente fixo que não “sente no bolso” o valor da mensalidade. Sem contar que a empresa produz cada vez mais conteúdo próprio.

A Netflix está aí. Está aqui. Uma realidade que parecia distante, mas agora está próxima. Se um dia as pessoas queriam ter tv por assinatura, em breve desejarão e terão um serviço onde e quando quiserem. Quem quiser chegar lá que acorde agora.


Thiago Scartozzoni Amaro, 28 anos, produtor de conteúdo para redes sociais. Qualquer coisa você me encontra no thiago@tecomunika.com.br.

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